OTAs e grandes grupos hoteleiros em guerra aberta

A Hilton e a Marriott começaram a oferecer descontos online exclusivos, de 25%, aos membros dos seus programas de fidelização. Como resposta a Expedia penalizou as cadeias hoteleiras que promovem tal tipo de descontos, “empurrando-as” para o final dos resultados de pesquisa no seu site.

Por um lado grupos hoteleiros tentam combater os valores cobrados pelas OTAs, que vêm a crescer, oferecendo descontos aos clientes que façam as reservas através dos seus próprios sites, de modo a evitar as comissões de dois dígitos cobradas por estas. Por outro, empresas como a Expedia, detentora da Hotels.com, Orbitz e Expedia, comprometem os resultados dos grupos, afirmando que estes grupos hoteleiros vão sofrer com esta situação.

O crescimento da popularidade das agências de viagens online colocou as cadeias hoteleiras numa posição difícil. Necessitam das vendas efectuadas por estes motores de busca de hotéis, mas sentem que cada reserva efectuada atinge a sua margem de lucro. Nos regulamentos da Marriott, Hilton e Starwood podemos encontrar documentos que afirmam que as OTAs poderiam cortar no valor cobrado aos hotéis.

Embora os hotéis anunciem os descontos exclusivos amplamente, estes estão apenas disponíveis para os seus membros fidelizados, o que implica que os grupos hoteleiros não tenham de fornecer esses mesmos descontos a OTAs, onde qualquer pessoa pode fazer a sua reserva. Os contratos assinados pelos grupos hoteleiros com esse tipo de sites frequentemente impede-os de oferecer tarifas mais baixas nos seus próprios sites, permitindo no entanto oferecer qualquer tipo de descontos aos membros dos seus clubes de fidelização.

No passado a maior parte dos programas de fidelização oferecia vantagens como wi-fi gratuito, upgrade na tipologia de quarto e pontos de recompensa. Este ano, começaram a oferecer descontos no RoomKey.com, o site detido por mais de 60 cadeias hoteleiras, com as melhores tarifas oferecidas pelas mesmas.