Paradores de olho em mais 4 unidades em Portugal

De olhos em mais quatro unidades hoteleiras em Portugal, a rede turística espanhola Paradores, quer converte-se numa cadeia hoteleira ibérica. A Casa da Ínsua, é já a sua primeira franquia internacional.

A presidente da Paradores, Ángeles Alarcó Canosa, não adiantou sobre as unidades hoteleiras portuguesas em estudo, mas disse que são em várias zonas do país, até porque Portugal está cheio de edifícios com características para integrarem a rede espanhola.

No entanto, a presidente da empresa estatal espanhola que existe desde 1928, acrescentou que futuras parcerias dependem do cumprimento de vários requisitos.
“Em Portugal há magníficas casas (senhoriais históricas), palácios, fortalezas e ficaria encantada que pudessem fazer parte da nossa rede de Paradores. Têm que cumprir requisitos – como a Casa de Ínsua – para poderem integrar a nossa rede: ser património histórico ou artístico e valor acrescentado, que tenham a mesma cultura que nós, que pretendam proporcionar uma ‘experiência’ ao cliente, que o serviço seja bom”, salientou a responsável.
A parceria vai trazer rentabilidade adicional a um hotel que, disse Frederico Costa, presidente da Visabeira Turismo estava “muito condicionado à procura nacional”. Por outro lado, salientou, a parceria vai abrir a Visabeira Turismo ao mercado espanhol e trazer – por associação com a marca Paradores – turistas de outros destinos a Portugal. No entanto, a Visabeira já fez saber que nenhuma das suas outras unidades estão a ser negociadas para fazer parte dos Paradores.

“Associamo-nos a uma grande marca que nos oferece o mundo inteiro – porque aos Paradores não vão só espanhóis, vão americanos, russos, japoneses, chineses”, disse o responsável do grupo português.
O contrato entre a Visabeira Turismo e os Paradores de Espanha foi assinado em Madrid, em cerimónia que contou com as presenças dos secretários de Estado do Turismo de Portugal e Espanha, respectivamente Adolfo Mesquita Nunes e Isabel Borrego.
A franquia será o modelo no qual Paradores vão focar o seu crescimento e consolidar-se no exterior. Portugal torna-se assim o primeiro destino estrangeiro onde a marca está presente e, conforme destacado Isabel Borrego, “não é por acaso, porque é muito importante para a Espanha e o mercado interno é também essencial para o destino país vizinho. É uma maneira fácil de crescer, porque os Paradores são conhecidos em Portugal”.

Nesse sentido, a presidente da rede, Alarco Angeles, reconheceu que ” tendo uma cadeia ibérica seria um sonho para Paradores, tendo em conta que Portugal é a rota de entrada para a Europa do mercado brasileiro, como Barajas é para o latino-americano “, de modo que ambos os lados vão trabalhar para explorar essas sinergias.

Já Adolfo Mesquita Nunes destacou que a parceria com a Paradores é importante para Portugal por duas vias distintas. Por um lado “é uma forma importante de promover Portugal em Espanha e trazer turistas espanhóis ao nosso país e, por outro lado, reforça a cooperação transfronteiriça entre os dois países, para que se conheçam melhor”.