Pedro Costa Ferreira anuncia recandidatura à presidência da APAVT

Pedro Costa Ferreira

Pedro Costa Ferreira anunciou esta quarta-feira ao mercado a sua “disponibilidade” para se recandidatar a presidente da APAVT para o triénio 2021-2023. Afirmando que as razões subjacentes à decisão “foram ponderadas e amadurecidas”, Pedro Costa Ferreira apresenta desde já a fundamentação da sua recandidatura.

Até 2021, quando irá correr o próximo acto eleitoral na APAVT, Pedro Costa Ferreira, enquanto presidente da Associação, irá centrar todas as suas atenções “em exclusivo” na resolução dos problemas do sector “que são gigantescos”, pelo que adianta que, além do manifesto de candidatura que dá a conhecer, não irá fazer mais declarações sobre o tema, pelo menos até Setembro.

No manifesto de 4 páginas, Pedro Costa Ferreira começa por recordar que quando assumiu pela primeira vez a presidência da APAVT estava-se em plena crise e que, de então até hoje, foram muitas as coisas que aconteceram e as vitórias conseguidas, como a recuperação financeira da própria associação, a sua reorganização interna e descentralização de processos.

Manutenção do Provedor da APAVT, reforço dos serviços jurídicos, desenvolvimento do programa de Marketing “Destino Preferido”, dinamização das redes sociais, renovação da presença na BTL e modernização do congresso, são alguns dos pontos focados por Pedro Costa Ferreira.

Acima disso recorda que desde 2012, a APAVT negociou duas leis enquadradas da actividade, minimizando as dificuldades de um ambiente jurídico adverso ao desenvolvimento da profissão; desenvolveu um fundo de garantia, além de se ter inserido em várias organizações empresariais e entidades regionais de turismo, assumir a presidência da CTP e a vice-presidência da ECTAA, tendo também dado vida a um estudo que deu a conhecer a dimensão, dinâmica e importância dos agentes de viagens para o país.

De comum com 2012, o momento em que lança a recandidatura tem a crise. “No meio de um ciclo de crescimento, enfrentamos actualmente a maior crise desde que nascemos. Sendo a maior crise desde que nascemos, não teremos à nossa frente notícias boas”, alerta o responsável no manifesto enviado à comunicação social e que está a ser enviado ao mercado. Também no documento, e relativamente à crise, assegura que “na APAVT ninguém cruzou os braços”, a começar pelos primeiros dias em que a pandemia afectou o mundo e a Associação liderou “o repatriamento dos turistas e viajantes”, construiu, com o Governo, “a alteração do enquadramento jurídico dos reembolsos, impedindo a insolvência imediata de centenas de agências de viagens” e contribuiu para “um modelo de reembolso dos operadores para as agências de viagens”.

O desenho de princípios de acordos com seguradoras e também com a TAP e com a SATA no que se refere aos vouchers; o trabalho conjunto com a SET no que toca aos apoios económicos necessários, nomeadamente o desenho do microcrédito do Turismo de Portugal, são outros dos destaques que Pedro Costa Ferreira faz da acção da APAVT.

Mas o actual presidente deixa claro que “o que mais apreciei nesta minha passagem pela APAVT” foi o facto de ter sido construído “um padrão de actuação, que valorizou o diálogo discreto e a colaboração activa, enquanto forma de trabalho, em lugar da demagogia estéril que só enche o palco” de ter sido uma viagem que “abraçou todo o universo turístico em que nos inserimos, alargando a área da nossa intervenção, em lugar de contribuir para o País das quintinhas que tanto nos prejudica” e de ter sido também uma jornada que “elevou a imagem do agente de viagens, nivelando por cima, e não caindo na tentação do «bater de panelas», tão ruidoso como ineficaz”.

É principalmente por saber dos grandes problemas que se avizinham que Pedro Costa Ferreira vai avançar para uma nova candidatura: “Parece evidente que os tempos que se aproximam são de decrescimento, de menor dinâmica, maiores dificuldades, e de muita dor. Decresceremos onde crescemos; perderemos onde ganhámos; seremos acusados onde antes fomos elogiados e apoiados”.

A luta que se segue vai ser grande, mas Pedro Costa Ferreira não lhe foge porque acredita que este é também “um tempo em que quem tem responsabilidades as deve assumir, em lugar de fugir; onde quem tem noção de que pode ser útil, deve apresentar-se ao sector, constituindo-se em alternativa”.