Pedro Machado: metas para a próxima década são “optimistas mas conservadoras”

“Optimista mas conservadora” foi como Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, classificou a projecção para o crescimento turístico da região no horizonte 2020-2030, inscrita no Plano de Regional de Desenvolvimento Turístico apresentado esta terça-feira em Lisboa e já aprovado em Assembleia Geral da Turismo do Centro.

Através do novo Plano Regional de Desenvolvimento Turístico do Centro que assume o horizonte temporal de uma década (2020-2030) “consolidamos o crescimento que vínhamos a ter e levantámos novas ambições”, afirmou Pedro Machado em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do documento, explicando também que o plano vai ser obrigatoriamente revisto “em 2023, coincidindo com o términos do meu mandato”, o que significa “assumimos uma projecção a 10 anos com uma revisão obrigatória em 2023”.

Quanto às projecções constantes do novo Plano, o presidente da Turismo Centro de Portugal esclareceu que elas foram feitas “tendo por base o melhor e o pior, isto é, os nossos melhores anos, os últimos cinco anos mas, simultaneamente, os resultados menos positivos que tivemos”. Daí que Pedro Machado tenha assumido ser esta uma “projecção optimista mas conservadora”, uma vez que “fomos buscar a média dos últimos 10 anos, em que crescemos a uma média de 5% ao ano, e é com base nessa projecção realista que projectamos a ambição para 2030”,

No novo Plano inclui-se “um conjunto de boas práticas associadas às linhas de estratégicas de acção” que são definidas, caso da sustentabilidade e da questão das alterações climáticas, mas também “segmentos e produtos novos” como o turismo espiritual quando, no plano anterior, figurava o turismo religioso, e ainda o reforço de produtos como gastronomia o ecoturismo e o enoturismo e de um segmento mais relacionado com o mar, nomeadamente no que toca às estações náuticas já que “a região Centro é a que tem mais estações náuticas” às quais a Turismo Centro de Portugal quer agora “dar novas utilizações e usos”.

Aos dois planos apresentados, o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico e Plano de Marketing, alia-se um novo modelo de governança já que a Lei da descentralização prevê que até 2021 as Comunidades Intermunicipais adoptem competências directas no âmbito da promoção interna, estando, por essa via, obrigadas a construírem os seus planos de desenvolvimento turístico sub-regional, articulando-o com o master plan da região. Desta forma, explicou Pedro machado, com os documentos desenvolvidos pela Turismo Centro de Portugal estão criadas “as condições para que as oito CIM’s possam desenvolver os seus planos sub-regionais e terem um referencial estratégico construído pela Turismo Centro de Portugal”.