Personalidades de vários sectores pedem reabertura controlada da economia

Em carta aberta ao Presidente da República, ao presidente da Assembleia da República e ao primeiro-ministro, um grupo de profissionais de saúde, empresários e gestores apelam à reabertura controlada da economia, propondo para isso um conjunto de medidas.

Na carta a que a agência Lusa teve acesso e que é assinada por empresários e gestores ligados ao turismo, à cultura e à indústria, bem como pelos presidentes da Altice, da Vodafone e da Nós, entre outros, os signatários sublinham ser necessário criar uma alternativa “a novos períodos de ‘lockdown’”, caso venham a existir novos focos de pandemia e exemplificam com os casos de países como o Japão, Singapura e a Coreia do Sul em que está a ser possível “com medidas de contenção muito rigorosas, manter a economia e funcionamento sem ‘lockdown’ e, ao mesmo tempo, conter a propagação do vírus”.

“Acreditamos que não é possível suspender a actividade económica até que não exista qualquer risco de contágio”, afirmam, considerando, no entanto, que seria uma  “inconsciência retomar a actividade sem adoptar cuidados adicionais que garantam que não teremos um ressurgimento a curto e médio prazo”.

De acordo com a agência Lusa, entre as medidas propostas pelo grupo e personalidades, conta-se o uso obrigatório de máscaras por parte de toda a população e, tendo em conta a sua escassez no mercado aconselham que elas sejam feitas em casa seguindo instruções avalizadas. Propõem, igualmente, a realização de testes rápidos em todos os casos suspeitos da doença, a massificação da utilização dos testes serológicos na população, a utilização da informação cedida pelos operadores de redes móveis para identificação e informação dos cidadãos eventualmente expostos a risco de contágio e o isolamento obrigatório de todos os casos positivos confirmados.

A utilização de equipamento de protecção individual em todos os profissionais de saúde; a capacitação de grupos específicos em empresas, escolas e comunidades para identificação de casos suspeitos na comunidade; a manutenção das medidas de distanciamento social como o teletrabalho; investimentos adicionais no SNS; e a disponibilização de solução de base alcoólica em locais públicos com dispensador, são outras das medidas preconizadas.

Os signatários defendem ainda que “Portugal precisa de, tão rápido quanto possível, reinventar e ajustar rotinas tendentes ao regresso a uma certa normalidade reinventada” para que a economia possa “iniciar uma recuperação acelerada”.