Porto do Funchal tem capacidade para operações de turnaround

Pedro Calado, vice-presidente do Governo Regional da Madeira, afirma que a região tem competência e capacidade de resposta para operações de turnaround, após o Porto do Funchal ter conseguido, em menos de 24 horas, preparar uma operação em alternativa a Canárias.

Devido à tempestade de areia proveniente do Sahara e ao encerramento dos aeroportos nas Canárias, o AIDA Nova, da companhia de cruzeiros alemã AIDA, teve de deslocar-se até à madeira para ir buscar os passageiros que iriam embarcar em Las Palmas. Pedro Calado assegura que com esta opção fica demonstrado que “a região tem os recursos humanos e técnicos necessários e preparados para dar uma resposta em situações imprevistas como desta”.

O facto de a AIDA ter contactado a região valida a importância do investimento que tem sido feito pela Administração dos Portos da Madeira e em recursos humanos e técnicos, onde se inclui uma máquina de Raio X que tem sido utilizada no turnaround com outros navios. Para viabilizar esta operação, que envolveu cerca de 1.500 passageiros, importou também o envolvimento das agências de viagens e operadores, em articulação com a APRAM.

Para o vice-presidente do Governo Regional, o sucedido mostra, também, que “este tipo de fenómenos não afecta apenas a Madeira e o Porto Santo, afecta também outros aeroportos, como foi o caso dos de Canárias”. Assim, “não vale a pena denegrirmos aquilo que é nosso quando acontece uma situação de ventos no Aeroporto da Madeira, porque ocorrem fenómenos adversos noutros aeroportos, alguns até com maior gravidade”.