Portugal e Espanha juntos na promoção turística das regiões transfronteiriças

Para captar visitantes para os territórios de ambos os lados da fronteira, Portugal e Espanha vão-se promover em conjunto, anunciou a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho à margem da inauguração da XXII Feira Raiana em Maroleja, na Extremadura espanhola.

“Para o desenvolvimento das nossas regiões transfronteiriças o turismo é essencial. E vamos fazer um conjunto de acções de promoção conjunta, trazendo operadores, jornalistas e participando também em feiras internacionais de uma forma conjunta”, explicou a governante em declarações à Lusa, adiantando que as iniciativas conjuntas “são já para executar e implementar este ano”.

Para além da inauguração da Feira Raiana, que junta o melhor de Portugal e Espanha, e que no próximo ano terá lugar em Idanha-a-Nova, Ana Mendes Godinho reuniu-se com a secretária de Estado do Comércio de Espanha, o presidente da Extremadura e com os autarcas de Moraleja e de Idanha-a-Nova.

“Hoje estamos aqui [em Moraleja, Espanha] já num evento concreto que é a Feira Raiana, que é uma feira com a participação mista de empresas portuguesas e espanholas. E o que identificámos, desde já, foi fazer um calendário de acções conjuntas a acontecer aqui nestes territórios transfronteiriços, para promover o turismo nos dois lados da fronteira que não existe”, destacou a secretária de Estado do Turismo, evidenciando que Portugal e Espanha “neste momento, juntos, ultrapassam os 106 milhões de turistas, ou seja, são o maior destino turístico do mundo”, para acrescentar que “só temos a ganhar em promover Portugal e Espanha conjuntamente, nomeadamente em mercados longínquos”.

A secretária de Estado do Turismo reconheceu que a Feira Raiana, evento anual que junta mais de uma centena de expositores nacionais e espanhóis, promove as empresas, produtores, turismo e cultura de ambos os lados da Raia, com uma importante representação do concelho de Idanha-a-Nova,  e a Feira Ibérica de Turismo (que se realiza anualmente na Guarda), “são dois bons exemplos de cooperação, neste caso entre as entidades públicas e privadas” dos dois países.