Portugueses já não necessitam de visto para entrar em Cabo Verde

Cidadãos portugueses e de mais 31 países europeus passaram a estar isentos de visto de entrada em Cabo Verde. Entretanto, o governo cabo-verdiano criou uma Taxa de Segurança Aeroportuária (TSA). Esta taxa é paga por todos os cidadãos estrangeiros que desembarquem em Cabo Verde ou estejam em viagem entre as ilhas, e os cabo-verdianos, nas deslocações inter-ilhas.

Com esta medida, Cabo Verde quer aumentar a competitividade no sector do turismo e duplicar o número de turistas que visitam o país, que é de cerca de 700 mil por ano.

O visto de curta duração para entrar em Cabo Verde deixou de existir desde o passado dia 1 de Janeiro e na lista estão todos os 28 países que fazem parte da União Europeia – o Reino Unido está em processo de saída – mais outros quatro que não fazem parte da União, nomeadamente Suíça, Noruega, Islândia e Lichtenstein. Conforme noticia a Lusa, o governo cabo-verdiano anunciou já a intenção de alargar a isenção de vistos de entrada no país ao Mónaco, São Marino e Andorra.

Entretanto, o governo, segundo a Lusa, criou uma Taxa de Segurança Aeroportuária (TSA), que entrou também em vigor no dia 1 de Janeiro, e que é “uma contrapartida paga pelos serviços prestados aos passageiros do transporte aéreo destinada à cobertura dos encargos respeitantes aos meios humanos, materiais e sistemas de informação, afectos à segurança fronteiriça e aeroportuária, para a prevenção e repressão de actos ilícitos e para a promoção do sistema de segurança na aviação civil”.

Para os voos internacionais, o valor da taxa é de 3.400 escudos cabo-verdianos (cerca de 30,86 euros) para os passageiros estrangeiros, cobrados através de uma plataforma ‘web’ de pré-registo de passageiros estrangeiros. Nos voos nacionais esta TSA custa 1,50 escudos cabo-verdianos (cerca de 1,36 euros) a todos os passageiros (nacionais e estrangeiros), os quais são cobrados no momento da emissão dos bilhetes de passagem.