Preços da hotelaria de Lisboa com descida generalizada em Julho

O mês de Julho trouxe quebras de preço generalizadas à hotelaria da cidade de Lisboa, o que há muito não acontecia, muito embora estas ainda não se reflictam no acumulado do ano, à excepção dos 3 estrelas. Já a ocupação apenas desce nos 4 estrelas, no mês e no acumulado. Os dados são do Observatório Turismo de Lisboa.

Em Julho, os indicadores de preços na hotelaria da cidade de Lisboa apresentaram variações negativas em todos os tipos de unidades hoteleiras em comparação com o mesmo período de 2018, sendo a descida mais acentuada no que toca aos hotéis de 5 estrelas.

Dados publicados esta quinta-feira pelo Observatório Turismo de Lisboa, dão conta que o preço médio por quarto vendido (Average), tendo em conta a totalidade dos hotéis de três, quatro e cinco estrelas, caiu 7%, para os 113,41€, enquanto a média por quarto disponível (RevPar) sofreu uma redução de 8,2%, para os 95,49€. Esta tendência é, no entanto, ainda contrariada pelo acumulado dos primeiros sete meses do ano, em que apenas os hotéis de três estrelas apresentam quebras e pouco significativas.

Por categorias de hotéis, a mais significativa quebra no preço médio por quarto vendido foi registada pelas unidades de 5 estrelas, -8,6% para 178,18€, Seguiram-se os 3 estrelas, com -8,3% para 83,82€ e os 4 estrelas com -5,4% para 96,30€.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, os números continuam positivos para as unidades de 4 e 5 estrelas (+4,5% e + 1,2%, respectivamente, para 97,51€ e 178,10€), enquanto os hotéis de categoria inferior apresentam uma descida homóloga praticamente insignificante: -0,4% para 78,98€.

No que toca ao RevPar, foram os hotéis de 4 estrelas os mais penalizados, tendo protagonizado uma descida homóloga de 8,2% para 82,92€. Seguiram-se os 3 estrelas (-7,7% para 75,25€) e os 5 estrelas (-7,5% para 136,00€).

No acumulado de Janeiro a Julho, apenas os 3 estrelas apresentam uma ligeira quebra de 0,1% no RevPar, com os hotéis de 4 e 5 estrelas a apresentarem ainda subidas homologas de 1,1% e 2,5%, respectivamente.

Quanto à ocupação, no mês em análise, os estabelecimentos de 3 e de 5 estrelas revelaram pequenos aumentos face a Julho do ano passado, na ordem dos 0,6% e 1,2%, respectivamente, para 89,77% e 76,33%, enquanto os 4 estrelas viram a ocupação cair 3%. O balanço do mês foi, mesmo assim, negativo, com a ocupação média a descer para os 84,21%.

Também no acumulado do ano se verifica uma diminuição de 1,4% face ao mesmo período de 2018, com os 4 estrelas a registarem uma quebra homóloga de 3,3%, enquanto os 5 estrelas subiram 1,3% e os 3 estrelas 0,4%.