Processo judicial que envolve o stand do TP não prejudica a imagem de Portugal na FITUR, afirma Rita Marques

Portugal está na FITUR 2020 com a maior representação de sempre e o facto da presença portuguesa continuar a não se fazer dentro de um stand oficial do Turismo de Portugal, por via de um processo judicial em curso, não prejudica a imagem do destino, afirmou a secretária de Estado do Turismo esta quarta-feira, na feira de Madrid, onde conversou com os jornalistas.

Em declarações aos jornalistas na FITUR, a secretária de Estado do Turismo do Turismo sublinhou a importância que o mercado espanhol tem para Portugal. “Espanha é um mercado em crescimento para Portugal, cresceu 9%, sendo o principal mercado emissor em número de turistas e o terceiro em dormidas”.

Por isso deixou claro que este é um mercado que Portugal tem que continuar a atrair e mais do que isso, Espanha “representa um potencial enorme”, dado que recebe turistas de todo o mundo (82 milhões), pelo que “temos que fazer um trabalho integrado para que os turistas que aterram em Espanha possam depois seguir para Portugal, onde temos cinco portas e entrada”.

No que toca aos resultados turísticos, Rita Marques referiu que “apesar de não estarmos a crescer a dois dígitos, estamos a ter um crescimento sustentado muito acima da União Europeia”.

Já sobre o espaço ocupado pela presença de Portugal na FITUR e o processo que opõe o Turismo de Portugal a uma empresa privada, o qual tem impedido o TP de se apresentar com o seu stand característico nas feiras no estrangeiro, a governante assegurou que “o processo que corre nos tribunais não é um factor impeditivo para que possamos continuar a reclamar que Portugal é o melhor destino turístico do mundo”. Prova disso, afirmou, “são os números que demonstram que continuamos a crescer de forma consistente e a dinâmica que podemos encontrar aqui na FITUR, onde temos a maior representação de sempre, com 160 empresas”.

A secretária de Estado do Turismo adiantou ainda que “todas as hipóteses em relação a este processo estão em cima da mesa. Acreditamos que a resposta dos tribunais vai ser célere e que o desfecho nos será positivo”.

Por isso, continuou Rita Marques, “entendemos que devemos aguardar, dado que a situação não está a prejudicar a dinâmica que temos vivenciado em torno de Portugal”. Assumindo que “não estamos a sentir-nos prejudicados”, afirmou ainda que “o nosso stand é funcional”.