Programa 365 Algarve vai ter uma 4ª edição

Já está garantida a 4ª edição do Programa 365 Algarve, entre Outubro de 2019 e Maio de 2020, depois de três edições em que os organizadores dizem ter sido notória a articulação entre os agentes turísticos e culturais.

Dinamizado pelas áreas de governação da Economia e da Cultura, este programa cultural que percorre todo o Algarve na época baixa, foi criado em 2016 para melhorar a atractividade e a experiência turística em todos os municípios da região, atenuando a sazonalidade através de uma programação cultural de qualidade, construída a partir das propostas do tecido artístico local.

O 365 Algarve tem atraído cada vez mais público e a média de espectadores por sessão aumentou em todas as edições, sublinha nota de imprensa, que adianta que até à data, assistiram aos eventos mais de 300 mil espectadores. Nos últimos três anos, foram promovidas 1553 iniciativas, num investimento global de 4,5 milhões de euros, financiado pelo Turismo de Portugal.

Ao mesmo tempo, as dormidas no Algarve durante a época baixa aumentaram 23% desde 2016. Em reflexo disso, a taxa de sazonalidade diminuiu de 46% em 2015, para 42,9% em 2017. Em Novembro e Dezembro últimos, os passageiros desembarcados no aeroporto de Faro aumentaram 16,4% e 23,3%, respectivamente.

Para a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, “o 365 Algarve tem sido um instrumento importante para promover este destino com um destino vivo durante todo o ano”, realçando que “o sucesso deste programa tem permitido criar experiências únicas, culturais, autênticas e surpreendentes quer para os residentes nacionais e estrangeiros, quer para os turistas”, para lembrar que “temos feito também um grande esforço de captação de rotas aéreas na época baixa. Desde 2016, as dormidas na época baixa cresceram 23%. E entre o Inverno 2015/2016 e o actual Inverno,o número de lugares de avião subiu 33%”.

Por sua vez, a secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, considera que lançar a 4ª edição do 365 Algarve “é dar continuidade a uma estratégia de dinamização do território e de descentralização da cultura”.

A governante considera que este programa “já mostrou que é possível contrariar a sazonalidade e criar novas centralidades através de uma programação cultural estruturada, pensada e de qualidade, ancorada nas características regionais”.