Programa Revive é “imparável” e “vencedor” apesar de “complicado”

Foi com estas expressões que a secretária de Estado do Turismo se referiu esta quinta-feira ao Revive, no lançamento da segunda fase deste programa. Para o ministro Adjunto e da Economia trata-se de um programa “absolutamente notável” que, segundo a ministra da Cultura veio “mudar o paradigma da forma como se gere o património do Estado”.

Para Ana Mendes Godinho, o lançamento da segunda fase deste programa “é um passo em frente que mostra que o Revive é imparável e que se transformou numa forma diferente de reabilitar o património” e de “vermos o património público onde quer que esteja” uma vez que, nesta nova fase, estão incluídos edifícios que tinham sido já adquiridos por autarquias.

O Revive, disse a secretária de Estado do Turismo, já provou ser “um programa vencedor”, apesar de ser também “complicado”, por ter na base um “processo muito complexo” por envolver muitas entidades e várias tutelas.

Pedro Siza Vieira completaria esta ideia, acrescentando que o que também torna o Revive um programa “complicado” é a exigência que ele coloca ao nível do estudo histórico e arquitectónico de cada um dos imóveis antes de serem colocados a concurso. “Cada um destes imóveis teve um trabalho muito aturado de estudo e de levantamento. E envolveu muitas entidades da Administração Pública”, afirmou o ministro Adjunto e da Economia, que considerou que o Revive um programa “absolutamente notável” e com “um ritmo de concretização muito raro na Administração Pública portuguesa”. Assegurando que o Revive está “em velocidade de cruzeiro”, o ministro garantiu que “queremos manter o ritmo”, pelo que “brevemente vamos lançar mais quatro concursos”.

Já a ministra da Cultura, Graça Fonseca, destacou que “o Revive teve um papel muito importante em mudar o paradigma da forma como se gere o património do Estado”.

Foi ao presidente do Turismo de Portugal que coube fazer o balanço do que foi o Revive até hoje e falar do que vai ser. Colocando em destaque aqueles que foram, desde o início os objectivos deste programa de recuperação e valorização do património público e também contributo que tem dado em termos de promoção do próprio país (site próprio, presença em feiras, divulgação no estrangeiro), Luís Araújo afirmaria tudo isto somado “o resultado é claro”. E o resultado até ao momento são os 17 concursos já lançados que vão garantir ao Estado “um milhão de euros de rendas anuais”, enquanto os sete contratos de concessão já assinados “somam 120 milhões de euros de investimento”.