Receitas da Vila Galé subiram 6% para 184M€ em 2018

Os 184 milhões referem-se à totalidade dos 32 hotéis do grupo, com as receitas dos 23 hotéis em Portugal a somarem 112 milhões de euros, mais seis milhões que em 2017. Já as unidades do Brasil foram responsáveis por receitas na ordem dos 318 milhões de reais, mais 20% que no ano anterior. Os resultados foram revelados esta quarta-feira por Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do Grupo, no tradicional Almoço de Reis com a imprensa.

O ano de 2018, que foi também aquele em que a Vila Galé comemorou o seu 30º aniversário, “correu relativamente bem, em Portugal e no Brasil”, apesar de ter sido “um ano muito desafiante”. Isto porque, por um lado, “vínhamos de um 2017 muito positivo e a ambição de manter ou superar esses resultados era grande” e, por outro, porque o grupo abriu três novos hotéis (dois em Portugal e um no Brasil) “algo que só tinha acontecido na história da empresa em 2002”. Somou-se o desafio do recrutamento de recursos humanos e da sua formação, dada a escassez de mão-de-obra disponível, problema que se estendeu ao Brasil “não pelas lacunas gerais de mão-de-obra mas porque a região de Touros onde se situa o novo resort não tinha muita gente”.

Em Portugal, as expectativas de grande crescimento que havia nos primeiros meses de 2018 “foram sendo atenuadas ao longo do ano”. Mesmo assim, o grupo passaria de “106 milhões de euros de receitas em 2017 para 112 milhões em 2018”, com parte destas receitas a ser já da responsabilidade dos dois novos hotéis do grupo que “embora não tenham funcionado o ano inteiro já contribuíram positivamente”. Comparando apenas o que é comparável, ou seja, não incluindo os hotéis de Sintra e Braga “ainda assim conseguimos um crescimento nas receitas na ordem de 1,3 milhões de euros”, ou seja “em termos de receitas, o ano revelou-se positivo, apesar de uma queda de cerca de 2% nos quartos ocupados”. Já o número de hóspedes continuou praticamente o mesmo, o que significa que “houve uma ligeira queda na estada média”.

Razões para que o ano não fosse tão bom como esperado de início foram várias: “a instabilidade no Reno Unido, fruto da queda da Libra e do Brexit; o ressurgimento de destinos como a Turquia, a Tunísia e o Egipto que afectou a Madeira e o Algarve, principalmente no produto All Inclusive para famílias”, fruto do redireccionamento das operações de operadores como a TUI e a Thomas Cook.

Quanto a mercados, os portugueses mantiveram-se em primeiro lugar, representando cerca de 30%, seguindo-se os mercados alemão, britânico (que desceu cerca de 8% face ao ano anterior), espanhol e francês. O que se notou também, segundo Gonçalo Rebelo de Almeida, foi “um crescimento significativo dos mercados brasileiros e americano”.

Já no Brasil, o grupo atingiu receitas na ordem dos 318 milhões de reais, 20% mais que os 265 milhões de 2017. Considerando um câmbio de 1€ = 4,4R$, a operação no Brasil gerou 72 milhões de euros, reflectindo também algum efeito cambial já que, no anterior exercício se verificava uma taxa de câmbio de 1€ = 3,9R$.

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