Reitor do Santuário quer que “Fátima continue a ser um destino atractivo”

“O mais significativo destino de turismo religioso em Portugal” – foi assim que o Reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, se referiu à Cova da Iria, na abertura do VII Workshop Internacional de Turismo Religioso, esta quinta-feira, 7 de Março, em Fátima.

O sacerdote, que sublinhou a internacionalização de Fátima, avançou que o ano passado o Santuário de Fátima recebeu “7 milhões de participantes nas suas celebrações”, realçando que “se tivermos em conta que há muitos visitantes que não participam em nenhuma celebração, percebe-se facilmente que a ordem de grandeza de que falamos é muito superior a estes 7 milhões”. Este número, afirmou, representa “uma subida em relação aos anos anteriores, exceptuando 2017”, ano em que se celebraram os 100 anos das Aparições.

O Reitor do Santuário de Fátima explicou também que “se são os europeus que mais se fazem presentes em Fátima, é forçoso assinalar o crescimento de outras proveniências, até há pouco tempo, inusuais”. Neste âmbito, realçou o grande crescimento de asiáticos, especialmente de originários de países como a Coreia do Sul, Filipinas, Índia e Indonésia. Referiu ainda a China, que levou a Fátima 31 grupos em 2018, e “outros países asiáticos importantes” como a Malásia, Singapura, Sri Lanka, Tailândia, Vietname e Japão.

Que “Fátima continue a ser um destino atractivo”, foi o desejo expresso pelo responsável que adiantou que a concretização deste ensejo “depende de todos os agentes, quer públicos quer privados, quer locais quer regionais quer nacionais, devendo cada um fazer aquilo que lhe é específico em ordem *à valorização deste destino excepcional de turismo religioso”.

Também na sessão de abertura, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro, sublinhou que o Workshop Internacional de Turismo Religioso reveste-se de uma “importância crucial não só para a marca Portugal mas é também uma mais-valia para podermos aumentar a atractividade do Centro” de Portugal.

Na intervenção proferida, Pedro Machado considerou ainda que a importância de Fátima vai muito além da mensagem de paz que dirige ao mundo, sendo hoje “um aliado muito forte no desenvolvimento dos territórios, na coesão dos territórios e na sustentabilidade dos modelos associados ao nosso desenvolvimento”, a que se funesta o facto de ser fundamental para a “internacionalização do turismo religioso” em Portugal.

Subordinado ao tema “Experiências, Lugares e Redes de Turismo Religioso e Peregrinação na Europa”, o VII Workshop Internacional de Turismo Religioso conta com cerca de 700 participantes e é promovido pela Associação Empresarial Ourém-Fátima, em colaboração com o Município de Ourém, o Município da Guarda e o Santuário de Fátima.