Reservas dos britânicos para o Inverno estão 4% abaixo do ano passado

As reservas dos turistas britânicos para a época de Inverno 2019-2020 estão neste momento 4% abaixo das verificadas no período homólogo do ano passado, em termos genéricos. A quebra, constatada pela consultora GfK, tem a ver com o aproximar da data em que o Reino Unido poderá sair da União Europeia de forma desregulada.

A GfK, empresa de consultoria especialista em estudos de mercado, lançou recentemente um estudo sobre o estado das reservas turísticas no mercado britânico e concluiu que existe, neste momento, uma quebra de 4% em termos homólogos no que se refere à próxima época de Inverno. Isto significa que está a haver menos reservas para o período pós-Brexit, sendo a possibilidade de uma saída desregulada da U.E. um dos motivos que está a condicionar o comportamento dos britânicos.

A consultora, citada pelo site Travelmole, adianta igualmente que as reservas para o Verão de 2020 acusam, neste momento, uma retracção de 3% face ao que se verificava no mesmo período do ano passado.

Segundo a consultora, esta quebra vem contrariar o comportamento a que se estava a assistir nas últimas semanas, quando as reservas de última hora estavam a incrementar o número de viagens dos britânicos, apesar de ser conhecida a preferência deste mercado pelas reservas antecipadas.

David Hope, director sénior da GfK, citado pelo Travelmole, indicou que os preços atraentes e o tempo chuvoso que se fez sentir nas últimas semanas no Reino Unido levou a um aumento no número de reservas de última hora para este verão, com as reservas para a semana que terminou a 10 de Agosto a reflectirem um “muito saudável” aumento de 15% face ao período homólogo. O aumento foi também bastante superior ao verificado na semana imediatamente anterior, quando as reservas apresentaram, mesmo assim, uma subida de 8%.

Apesar de poder vir a existir um volte de face na situação, nomeadamente através das reservas de última hora durante a época de Inverno, o responsável da consultora sublinhou que o “boom” que se estava a verificar nas últimas semanas não tem efeitos nas viagens a realizar após o “deadline do Brexit”.

O mercado britânico, recorde-se, continua a ser o principal emissor de turistas para Portugal. Na primeira metade deste ano, os resultados foram bastante positivos, tendo-se verificado um aumento homólogo de 5,8% no número de dormidas efectuadas pelos turistas britânicos (mais cerca de 738.600 face ao primeiro semestre do ano passado).