Retoma vai ser rápida e para todos, acredita o presidente do Turismo de Portugal

Foi do futuro que o presidente do Turismo de Portugal foi falar ao webinar “E agora? Turismo: a reinvenção de um sector”, organizado pela Nova SBE. Um futuro sobre o qual afirmou estar “muito optimista” porque “tudo aquilo que fez de nós o melhor destino do mundo durante anos continua cá” e Portugal mantém uma imagem positiva, até pela forma como está a lidar com a pandemia e a preparar-se para a retoma. Por isso deixou um repto que é também um encorajamento: “Temos que sair disto juntos e depressa”.

Reconhecendo que “os nossos turistas estão agora com receio de viajar, as nossas empresas estão com baixa confiança na retoma e com quebras acentuadas nos seus negócios, Luís Araújo sublinhou que, pelas medidas adoptadas, pela maneira como controlámos a situação, Portugal tem dado uma imagem positiva e tem sido alvo de elogios internacionais, o que configura boas possibilidades para a retoma: “Temos tudo para crescer”, garantiu, explicando que tudo isto “associado a uma comunicação muito factual, muito táctica, diferente em diferentes mercados e fundamentalmente emocional” o leva a acreditar que “estamos a conseguir transmitir a mensagem de que estamos a lidar muito bem com a situação”. Por isso reafirma que “se continuarmos assim estamos bem posicionados e a retoma vai ser não só rápida como para todos”.

A retoma não pode, no entanto, ser conseguida à custa do preço: “Baixar o preço é o maior erro que se pode cometer. Percebo que é a maior tentação mas os nossos activos continuam intactos, o potencial de Portugal enquanto destino turístico continua cá”, declarou o presidente do Turismo de Portugal que incentivou a que a aposta seja feita “na formação, na diversificação, na comunicação e venda, na eficiência das empresas”.

Para o responsável, há uma “lição de futuro” a retirar da crise pandémica, a de que “as empresas têm que estar atentas a tudo o que envolva eficiência, temos que ser mais rápidos, mais simples e ais velozes”.

Haverá, no entanto, outra lição a tirar, que tem a ver com sinergias. “Temos que sair disto juntos e depressa”, ou seja, “temos que estar juntos para retomarmos o máximo que pudermos e sobretudo o mais depressa que conseguimos”.

Sobre o que está a ser feito para atrair de novo os mercados internacionais logo que as fronteiras sejam reabertas e as companhias aéreas possam retomar pelo menos uma parte dos seus voos, Luís Araújo adiantou que, no sentido de dar uma maior confiança aos mercados, vai ser retomado o “health passport” que o Turismo de Portugal lançou o ano passado em parceria com a Health Cluster e que era apenas direccionado aos turistas britânicos e que “agora faz sentido retomar a nível internacional”.