Revive: aberto concurso para concessão o Forte da Ínsua 

Foi lançado esta quinta-feira, 8 de Agosto, o concurso público para a concessão do Forte da Ínsua, em Caminha, ao abrigo do programa Revive. Os interessados poderão apresentar propostas até dia 6 de Novembro próximo.

Localizado num ilhéu, a Ínsua de Santo Isidro, na foz do Rio Minho, junto à fronteira com Espanha, e acessível através de barco, o Forte da Ínsua vai ser concessionado por um período de 50 anos, para exploração com fins turísticos. Fortificação marítima abaluartada, com planta estrelada irregular, o Forte da Ínsua deve a sua edificação inicial, em 1392, a D. João I, mas nos séculos seguintes viria a ser ampliado e restaurado.

A forma actual, com cinco baluartes e revelim, ganhou-a o imóvel durante a remodelação de que foi alvo, entre 1649 e 1652. Desde 1834, ano de extinção das ordens religiosas – o Forte albergava um convento de origem franciscana -, que o Forte da Ínsua foi apenas ocupado pelo Exército, tendo o seu último governador sido nomeado em 1909.

Destaque para o facto de, no interior do forte, se encontrar um poço de água doce, algo que é considerado raro, uma vez que apenas existem outros dois poços de água doce no mar em todo o mundo.

Integrado no leque dos 33 imóveis que compunham a primeira fase do Revive, o Forte da Ínsua é o 18.º concurso a ser lançado, mas além deste estão ainda abertos os concursos para a concessão do Mosteiro de Lorvão, em Penacova, e do Castelo de Vila Nova de Cerveira.

“Um imóvel único, que testemunhou vários séculos da história de Portugal” é como Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, classifica o Forte da Ínsua. Por isso, enfatiza, “dar-lhe novamente vida através do Revive é uma forma de voltar a ter um uso que lhe permitirá sem dúvida ser mais um atractivo ímpar para o posicionamento internacional de Portugal”.

A informação sobre o concurso está disponível em https://revive.turismodeportugal.pt/pt-pt/forte-insua