Rita Marques espera “muitos eventos e congressos em Portugal até ao final do ano”

Convencida de que “2021 será novamente um ano de crescimento” para o turismo em Portugal, a secretária de Estado do Turismo, que considera que “só podemos estar optimistas”, acredita existirem “até ao final do ano” condições para ter “muitos eventos e congressos” em Portugal e sublinha que este segmento foi alvo de uma atenção particular no PEES, que consigna uma medida de há muito almejada pelo sector: a dedutibilidade do IVA.

Rita Marques falava, na passada terça-feira, num webinar organizado pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESTHE), que a reuniu com vários dos seus antecessores na pasta para debateram o tema “Covid-19 e Turismo: e daqui em diante?”. Ali esteve, uma vez mais a “puxar” pelo sector com palavras de optimismo, incentivo e confiança que a levaram mesmo a considerar que ainda até ao final deste ano, Portugal terá condições para receber muitos eventos e congressos. “Estou convencida de que até ao final do ano teremos muitos eventos e congressos”, afirmou.

Rita Marques disse mesmo que o segmento dos eventos e congressos foi alvo de uma preocupação especial” no PEES, aprovado pelo Governo para responder este ano à crise provocada pela pandemia da Covid-19. “No Plano de Estabilização Económica e Social, tivemos a especial preocupação de antecipar medidas específicas para o sector de congressos e eventos”, destacando que o PEES responde positivamente a uma das mais antigas reivindicações dos agentes do sector ao nível das medidas fiscais, concretamente, a possibilidade de dedutibilidade do IVA.

Trata-se, explicou Rita Marque, da “devolução aos organizadores de congressos, feiras, exposições, seminários, conferências e similares do valor equivalente ao IVA, deduzido junto à autoridade tributária”. Com esta medida, continuou, “consideramos que estamos a colocar Portugal na linha da frente, para a par com outros destinos turísticos, e a criar maiores níveis de competitividade”.

Realçando que o turismo “é um motor de criação de riqueza em Portugal”, Rita Marques considerou que “só podemos estar optimistas” quanto ao futuro, já que esta crise não abalou nenhum dos fundamentos da oferta turística que fizeram de Portugal, ao longo dos últimos anos, o melhor destino turístico do mundo. “Conseguimos preservar todos os nossos activos”, garantiu, explicando que a estes há agora que juntar novos activos, como o cumprimento das regras sanitárias que, por via da pandemia, será “privilegiado pelos turistas” que visitem o país. Daí que tenha também afirmado que, nos tempos mais próximos “a palavra de ordem será confiança” e neste ponto, Portugal tem também desempenho positivo, não apenas pela criação do selo “Clean & Safe”mais um case study” internacional, mas também por ter sido um dos primeiros destinos turísticos no mundo a ostentar o selo “Safe Travels” do WTTC (World Travel & Tourism Council).

Para dar uma confiança ainda maior aos consumidores / turistas, a governante apelou a que os operadores privilegiem a “flexibilidade nas reservas e nos pagamentos”, salientando que esta questão poderá mesmo vir a representar uma “proposta de valor, garantindo uma boa gestão neste momento de incerteza que vai continuar a pairar enquanto não existir uma vacina”. Esta flexibilidade “no momento da reserva e no momento do pagamento” poderá ser muito importante na decisão dos turistas nacionais e internacionais, principalmente se o país conseguir passar, nomeadamente através das campanhas promocionais, uma mensagem positiva e muito alinhada para o exterior. Assim, “se tudo correr como previsto, 2021 será novamente um ano de crescimento”.

Saber trabalhar com o novo desafio que a pandemia representa foi o desafio deixado pela secretária de Estado do Turismo que, no entanto, deixaria mais uma palavra de optimismo ao sector, ao considerar que em matéria de turismo “estamos a passar um deserto mas em breve chegaremos ao oásis”.