SET preocupada com recursos humanos: “vamos ter de importar mão-de-obra”

A escassez de recursos humanos foi uma das preocupações apontadas pela secretária de Estado do Turismo, na intervenção que proferiu durante um almoço organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal. Perante uma plateia de hoteleiros, Rita Marques fez um balanço positivo do ano turístico findo e apontou objectivos e desafios para 2020.

Entre os grandes desafios que apontou para o ano que agora se inicia, a SET apontou o da qualificação dos recursos humanos e valorização das profissões do turismo tendo deixado claro que a falta de mão-de-obra no turismo apenas poderá ser suprida com o recurso à importação de profissionais.

“Em tempos dizia-se que os recursos humanos na área do turismo não tinham as competências ou não estavam devidamente capacitados, agora temos outra situação: além da capacitação, que ainda podemos melhorar, temos a questão da quantidade” ou seja, “falta-nos mão-de-obra”, afirmou a secretária de Estado para avançar que “vamos ter de importar alunos e vamos ter de importar mão-de-obra”, acrescentou.

Para que isso seja possível a curto prazo, disse, “estamos a trabalhar para agilizar o processo de atribuição de vistos para alunos do ensino superior”. Trata-se, sublinhou, de uma medida “especialmente importante”, nomeadamente no que toca a estudantes naturais de países da CPLP. No entanto, acrescentou, o governo está a trabalhar também num quadro mais genérico e extra-CPLP porque, uma vez que há grupos que estão em Portugal mas têm operações noutras geografias “faz sentido que as pessoas se possam movimentar de um ponto para o outro, até numa perspectiva de rentabilização de recursos”. Sobre estas matérias, a Secretaria de Estado do Turismo está a trabalhar em conjunto com o Ministério do Trabalho e o Ministério da Administração Interna.

Além dos recursos humanos, Rita Marques enumerou como desafios para 2020, a promoção turística internacional do destino Portugal, a digitalização, a identificação e estruturação de novos produtos e o reforço das rotas aéreas tendo, a este nível, sublinhado a necessidade de garantir que as rotas apoiadas tenham “uma taxa de ocupação interessante”.