SET: temos de ser “os melhores do mundo em tudo”

Na apresentação do Star inn Peniche, resultado da requalificação do Soleil Peniche, Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, falou em como a unidade hoteleira “parece um exemplo prático da estratégia que traçámos” para o Turismo 2027, em que “claramente o tema de sermos o destino mais sustentável do mundo tem que ser o mindset que tem estar na nossa cabeça”.

Para Ana Mendes Godinho temos de ser “os melhores do mundo em tudo”, e para isso “temos de ser os melhores do mundo também em termos de sustentabilidade, em termos de inovação”. A secretária de Estado do Turismo afirma que “temos de ser ambiciosos” e que “há muitíssimo a fazer”, sendo que dos desafios que temos pela frente o principal é “acelerarmos a necessidade de sermos o destino mais sustentável do mundo nas várias dimensões e nas várias vertentes”.

Na estratégia para o Turismo 2027 foi identificado que 90% da oferta hoteleira tem de ser eficiente do ponto de vista ambiental, pelo que “temos um passo ainda gigante para dar neste sentido”. Assim, lembra que “temos instrumentos financeiros para o efeito à disposição”, referindo-se à Linha de Apoio à Sustentabilidade, lançada recentemente, que ajuda a financiar a implementação de soluções de eficiência energética, de consumo sustentável de água e de tratamento de resíduos.

Na apresentação do Star inn Peniche interveio também Robert Schliegensiepen, do Conselho de Direcção da ABAE – Associação Bandeira Azul da Europa, que promove a atribuição dos galardões Green Key, que afirmou que “temos neste momento pouco mais de 100 hotéis em Portugal que receberam o galardão Green Key, o que é uma boa notícia, mas também mostra o caminho enorme que ainda há por percorrer para chegarmos a um ponto em que a sustentabilidade, o respeito pelo ambiente e a preservação daquilo que sobra do planeta sejam prioridade”.

Para além da sensibilidade ambiental, Ana Mendes Godinho apontou outros atributos ao novo Star inn Peniche, como a aposta em crescer em valor, em “diversificar cada vez mais os públicos que nos visitam, conseguir chegar a mercados e países diferenciados”. Mas também o “desconcentrar da procura ao longo do território”, o facto de promover “ uma actividade turística sustentável ao longo de todo o ano” e a “lógica do envolvimento social”.

A secretária de Estado do Turismo apontou a importância da preocupação em ter uma oferta complementar, para que as pessoas se sintam bem no destino durante 365 dias por ano, e do aumento do nível de qualificação e valorização dos trabalhadores do turismo, pois “é isso que faz a diferença e vicia quem nos visita […] e passamos a ter clientes que repetem e repetem porque ficam viciados no serviço que Portugal oferece”. Por fim, alertou também para a relevância em “garantirmos que a população está satisfeita com o desenvolvimento do turismo”, pois “se não envolvermos as pessoas, seremos os primeiros a não ser bem-vindos”.