“Somos mais pequenos mas não o parente pobre do turismo”, diz o presidente da APECATE

Todas as entidades que usaram da palavra do VII Congresso da APECATE reunido na cidade da Horta (Açores) enalteceram a importância das empresas de animação turística, de congressos e de eventos no enriquecimento do produto turístico em Portugal. É neste sentido que, em jeito de balanço do que foram dois dias de trabalhos, o presidente da Associação, António Marques Vidal, em declarações ao turisver.com, disse que “as empresas que representamos podem não ter a grandeza e o volume de facturação que tem uma hotelaria, somos mais pequenos, mas não o parente pobre do turismo”.

Isto porque, conforme disse, um turista, antes de escolher um hotel escolhe primeiro o que pode fazer no destino e “são as empresas que a APECATE representa, que podem fazer isso”.

O presidente da APECATE defendeu que “temos que perceber que há um desígnio que é o desenvolvimento do turismo onde todos nós fazemos parte, cada um com o seu papel, portanto estamos muito cómodos com a nossa importância e com o nosso contributo para o desenvolvimento do sector”.

Por isso é que Marques Vidal realça o bom relacionamento da APECATE com a área institucional do turismo, faltando no entanto com outros sectores que têm a ver com a globalidade da sua actividade. “Nós mexemos não só com o território, com as praias, com monumentos, com o património, enfim, aí é que temos tido os maiores desafios, e resolver esses problemas são caminhos que estamos a percorrer”.

Enfrentando todos esses desafios, questões que não terão ficado completamente esgotadas neste congresso e que provavelmente continuarão na agenda da APECATE, “até porque esta é uma actividade nova no sector do turismo, que visa proporcionar experiências de várias naturezas aos turistas que nos visitam”, frisou o presidente da Associação.

A qualificação,  a certificação, e a regulamentação da várias actividades que esta associação representa foram os temas chave deste congresso que falou de proporcionar experiências, momentos de felicidade e emoções a quem nos visita, motivações que os turistas de hoje procuram “e Portugal tem muito para oferecer”, disse Marques Vidal.