TAP anuncia operação para Chicago, Washington, São Francisco e Montreal

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves anunciou que no próximo ano a transportadora aérea vai operar várias novas rotas, entre elas Chicago, Washington, São Francisco e Montreal, sem no entanto precisar datas.

No entanto, conforme admitiu o executivo, que falava esta quinta-feira no painel “A urgência de um novo Aeroporto para Lisboa” no âmbito da IV Cimeira do Turismo Português, promovido pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP) para celebrar o Dia Mundial do Turismo, “vou precisar de cancelar alguns voos, muito provavelmente, para fazer esses voos”, isto devido aos constrangimentos de capacidade no Aeroporto Humberto Delgado, o que tem levado a atrasos sucessivos e que só este ano vai custar à TAP 100 milhões de euros só em compensações aos clientes, o dobro do ano passado.

No mesmo painel, o presidente executivo da ANA – Aeroportos de Portugal, Thierry Ligonnière, reconheceu os atrasos e explicou que o aumento do tráfego no aeroporto está a ser feito à “custa de margens operacionais” e a “contrapartida é que tem de se funcionar como um relógio suíço”, tendo chamado a atenção para a importância do fecho da pista secundária do aeroporto de Lisboa para ampliar os lugares de estacionamento, mas lembrou que essa não é uma decisão da ANA. “Assim que houver a decisão, podemos arrancar com as obras”, garantiu o CEO da entidade gestora dos aeroportos nacionais.

Sobre estes constrangimentos e o facto de não haver resposta concreta sobre a abertura em 2022 do aeroporto do Montijo, Antonoaldo Neves insistiu que “preciso de vender agora um voo que vou lançar no próximo ano” e precisa de saber com o que pode contar, até porque os planos das companhias aéreas são conhecidos com grande antecedência e, mesmo assim, ainda não se avançou com a expansão aeroportuária. “O plano de frota da TAP está definido há anos. Já sei há três anos quais são os aviões que chegam para o ano. A lógica de necessidade de novos slots não é difícil de estimar”, referiu.

Sobre a demora na abertura do Montijo como aeroporto complementar do Humberto Delgado, o presidente da TAP alertou: “Estamos muito atrasados no que diz respeito ao aeroporto. Não precisamos só de ser competitivos. Temos de ser muito mais eficientes. Estamos abaixo da média da Europa em termos de competitividade”, para realçar que a TAP deverá crescer 13% este ano e 14% em 2019, mas “vai ser com muito custo”, devido a estes problemas. “Se não avançar, Portugal vai ficar para trás e a TAP não consegue crescer mais a partir do próximo ano”.

Presentes também no debate, o coordenador do Projecto de Expansão Aeroportuária de Lisboa, Duarte Silva, o presidente de NAV, Jorge Ponce Leão, e o presidente da ANAC, Luís Silva Ribeiro.

Duarte Silva foi quem assegurou à plateia que “o trabalho que está a ser feito (em relação ao novo aeroporto do Montijo) é para 2022”, embora, na sua opinião “seja tarde. Devíamos estar a inaugurá-lo agora”.