TAP planeia retomar em Maio voos para Paris, Londres e Porto

A possibilidade foi avançada esta quinta-feira por Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP, em audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, onde deixou claro que num momento tão complicado e cheio de condicionalismos como o que se vive, não há garantias.

Sobre a retoma de alguns voos já no mês de Maio, o presidente da TAP não quis deixar garantias que fossem para além da afirmação de que “estamos a trabalhar numa recuperação”. Esta terá obviamente que passar por colocar aviões no ar mas, neste momento, as condicionantes são ainda muitas, conforme explicou em resposta à questão colocada pelo deputado do PSD, Cristóvão Norte.

“Não há um dia, uma semana, um período para a retoma. Desejamos que seja mais cedo. Será uma quebra muito forte, tanto menos consoante seja possível retomar as operações”, afirmou. Neste sentido, e reforçando não estar em condições de deixar nenhuma garantia – “estamos a viver tempos ímpares onde a incerteza reina. Não podemos nesta altura assegurar o que quer que seja”, afirmou -, admitiu esperar que “já em Maio possamos operar, embora de forma muito reduzida, alguns voos mais do que estamos a operar agora” e que são apenas “sete por semana, quando a TAP no início de Março tinha planeado estar nesta altura com mais de 400 voos por dia”. Recorde-se que os sete voos por semana que a companhia está a operar têm apenas como destino a Madeira (Funchal) e os Açores (Ponta Delgada e Angra do Heroísmo).

“Sabemos que estamos a atravessar um momento muito complicado e se esperamos começar muito lentamente a ter mais voos a partir de Maio, isso está muito ligado a todos os condicionalismos e restrições que os próprios países estão a levantar quanto à actividade”, explicou Frasquilho.

“Estamos a testar o mercado”, disse, adiantando que a companhia está a projectar para Maio “poder retomar – mas não é certo –  Paris, Londres e Porto”. Frisou no entanto que, por exemplo no caso de Paris, “estas decisões foram tomadas antes de o presidente francês ter prolongado estado de emergência”, o que significa que “temos de deixar aproximar do início de Maio para percebermos se há condições para operarmos ou não”.