TAP SGPS com prejuízos de 120M€ no primeiro semestre do ano

Ao atingirem 119,7 milhões de euros, os prejuízos do grupo TAP no primeiro semestre deste ano superaram os registados em todo o ano de 2018, quando se situaram nos 118 milhões. Quebra de receitas no Brasil e aumento dos custos com o pessoal são algumas das causas apontadas pela empresa que justifica também que o primeiro semestre deste ano foi globalmente negativo para a aviação comercial.

Divulgados ao final do dia de sexta-feira, 20 de Setembro, os resultados do primeiro semestre do ano no Grupo TAP apresentam prejuízos superiores aos de todo o ano de 2018. “O Resultado Líquido do Grupo TAP no primeiro semestre de 2019 foi de
119,7 milhões de euros negativos”, revela um comunicado emitido pela TAP em que avança que este resultado foi “impactado principalmente pela quebra de receitas de passagens do Brasil, de 43,1 milhões de euros, e pelo aumento dos custos com pessoal, de 35,3 milhões de euros (+10,6% face ao período homólogo)”.

A empresa está, no entanto, confiante numa franca melhoria de resultados durante o segundo semestre do ano, até porque entre o primeiro e o segundo trimestres, ouve uma evolução positiva destacada. “Note-se que o Resultado Líquido do primeiro trimestre de 2019 foi de 110,7 milhões de euros negativos, tendo melhorado para 9 milhões de euros negativos no segundo trimestre (que compara com 26,4 milhões negativos no período homólogo), verificando-se a tendência de recuperação”, lê-se no referido comunicado.

A recuperação conseguida no segundo trimestre do ano, aliada ao movimento positivo das reservas em mercados que são prioritários para a TAP “deixam a expectativa de atingir este ano um resultado operacional melhor do que em 2018″, destaca a empresa.

No que toca ao transporte aéreo, a TAP continuou a crescer entre Janeiro e Junho deste ano, período em que atingiu um novo recorde no número de
passageiros transportados: 7,9 milhões, +4,8% que no período homólogo.

Sobre os primeiros seis meses do ano, a empresa sublinha ter dado continuidade ao investimento na expansão e renovação da sua frota com a entrada de 15 aeronaves de última geração e a saída de cinco aeronaves antigas, o que possibilitou que possibilitou à companhia expandir-se para oito novos mercados.