Tomada de posse: Presidente da CTP traça linhas do mandato e deixa alertas aos políticos

Na tomada de posse dos órgãos sociais da Confederação do Turismo Português para o triénio 2015-201Restauração, presidida pelo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, Francisco Calheiros, reconduzido como presidente, traçou algumas das grandes linhas de orientação estratégica do mandato que agora se inicia.
Perante uma plateia recheada de personalidades do sector turístico (público, privado e associativo), vários membros do governo e deputados, o presidente da CTP começou por relembrar o clima económico e social que marcou os últimos anos e transformou os empresários do sector, em “verdadeiros heróis”, responsáveis principais pelos bons resultados que a actividade económica do turismo conseguiu, em particular nos últimos dois anos.
Do presente, Francisco Calheiros salientou o clima de retoma económica e, mais uma vez, o crescimento do turismo, situações que no entanto, “não têm correspondência na melhoria das empresas” às quais “é sempre exigido mais e mais, sempre com menos”, levando-o a garantir que “a CTP não pode deixar de exigir o que é do turismo por direito”.
O presidente da Confederação deixaria também alertas: “A CTP tem muito más notícias para os políticos”, que se prendem com o que vai exigir deles neste mandato, a começar pela reposição da “devida justiça aos empresários que não baixaram os braços e que têm sido os verdadeiros motores da retoma económica que está, ainda com timidez, a surgir no nosso horizonte”, disse.
Redução da carga fiscal, designadamente no que se refere ao “IVA da restauração e do golfe”, dos custos de contexto, nomeadamente no que toca “às inúmeras taxas existentes” ou à criação de novas e privatização da TAP, fazem também parte da agenda da CTP neste triénio.
Garantindo que “vamos continuar a insistir para haver mais investimento na promoção”, o presidente da Confederação deixou também claro que “queremos a reforma do Estado e não os cortes do Estado” porque “tendo as empresas do turismo dado tudo ao país, é agora altura do Estado devolver algo às empresas e aos empresários”.
M.F.