Tourism Talks: “2021 vai ser um bom ano para a Meeting Industry”

Esta é a perspectiva de Susana Martins, directora comercial do Corinthia Hotel Lisbon que ressaltou as “boas intenções do mercado” que preferiu adiamentos a cancelamentos e garantiu que “o sector das reuniões está a mexer”. Mas vai haver mudanças, seja na adaptação dos espaços como na contratação: “pode haver uma cláusula Covid”, avança.

Para o ano de 2020, o Corinthia Hotel Lisbon tinha “perspectivas fantásticas”, adivinhava-se mesmo, pelos resultados dos primeiros dois meses, que este iria ser “o melhor ano de sempre” para o MI, actividade de grande importância para aquele que é o maior 5*de Lisboa, e aquele que mais espaço para reuniões tem. Este ano, as perspectivas estão longe de se cumprir devido à pandemia que assolou o mundo, restando a expectativa que 2021 possa acomodar tudo o que não chegou a ser feito em 2020 – e é esta a esperança de Susana Martins.

Na3ª edição das Tourism Talks que a agência de comunicação Message in a Bottle dedicou à Meeting Industry, a directora comercial do Corinthia Lisbon deixou desde logo caro que “o MI é um dos principais segmentos” do hotel que estava praticamente lotado para reuniões, congressos e eventos durante todo o ano. “Só em Outubro e Novembro é que tínhamos algumas vagas”, avança, acrescentando que o hotel deveria fazer “42.000 room nights” este ano.

“No dia 1 de Março estávamos com umas perspectivas fantásticas, ia ser o melhor ano de sempre em MI”, depois, “dia 16 de Março foi o dia mais complicado da minha vida, o dia em que tudo se começou a desmoronar e tivemos que fechar o hotel em 3 dias”, recorda. Entre os dias 14 e 18 “tudo foi cancelado” mas “95% dos grupos que tínhamos querem voltar a marcar”. Mas nem tudo é simples, as remarcações começaram a ser para o segundo semestre, principalmente a partir de Setembro mas “entretanto já começaram a aparecer as remarcações das remarcações, tendo em conta a indefinição do que vai acontecer com a acessibilidade e os transportes, com os espaços e a própria legislação”. A propósito sublinha que “a adaptação dos espaços vai afectar a própria capacidade do hotel”.

Sem prazos definidos para a retoma, nota que “curiosamente o sector está a mexer” e antecipa que “2021 vai ser um bom ano para a Meeting Industry” porque “as pessoas vão continuar a fazer reuniões”. Alerta no entanto que “o negócio vai-se alterar”, até mesmo ao nível da contratação: “por aquilo que tenho estado a ver, muitos clientes que fazem remarcação já estão a dizer que querem uma “cláusula Covid”, ou seja, uma cláusula específica que lhes permita sair dos contratos sem penalização, no caso de haver um novo surto”.

No que toca à utilização do digital, Susana Martins reconhece que veio para ficar e que, além de servir como complemento e mais-valia para um evento, pode e deve ser utilizado, por exemplo, na promoção dos espaços, caso das visitas virtuais de inspecção aos hotéis.

Imprescindível é “continuar a promover o destino” pelo que considera muito importante a campanha “Can’t Skip Hope” lançada pelo Turismo de Portugal, bem como o selo “Clean and Safe”, de que o Corinthia já dispõem e que diz ser essencial para “transmitir segurança aos nossos mercados emissores”.