Tourism Talks: Modelos híbridos na Meeting Industry devem criar valor e não destruir o que existe

O director-geral da Leading assume que apesar de o mundo, tal como o negócio, ter mudado com a pandemia essas alterações não serão definitivas. “Há coisas que nunca mudarão” numa “indústria de pessoas, feita por pessoas para pessoas”, afirma. Embora considere que, ao nível dos eventos e congressos, os modelos híbridos, em que o presencial se junta ao virtual, podem dar uma boa resposta em termos de criação de mais valor. Mas será sempre um “mix”.

João Paulo Oliveira falava, no passado dia 1 de Maio, na 3ª edição das Tourism Talks da agência de comunicação Message in a Bottle, desta vez sob o tema “Meeting Industry: Fim ou um Novo Recomeço?”.

“Ninguém pode tirar as pessoas da equação” da Meeting Industry, afirmou o responsável, explicando que no momento em que alguém pretender tirar as pessoas deste negócio a única coisa que conseguirá é assinar a sua sentença de morte porque esta é “uma indústria de pessoas, feita por pessoas para pessoas” e essa será uma das coisas que, na sua opinião, nunca irá mudar.

Vinha esta ideia a propósito dos chamados novos modelos de negócio para o sector, nomeadamente no que concerne à realização de reuniões e outros eventos totalmente online, como está a acontecer no momento por se a única possibilidade de colocar as pessoas a conversar, mas também aos denominados eventos híbridos, em que existem presenças físicas mas também virtuais.

Para o responsável, a presença do online e a sua importância enquanto fórmula capaz de levar à criação de valor, é irrefutável e uma “realidade incontornável”, mas o director-geral da Leading não coloca a hipótese de estes novos modelos de negócio poderem vir a substituir aqueles que conhecemos, acima de tudo porque “há coisas que nunca mudarão enquanto houver humanidade”.

Assim, sublinha, os modelos híbridos têm um papel a desempenhar, nomeadamente como “complemento àquilo que já existe”, juntando num congresso, a um público físico outro que assiste via online porque não pode estar presente por qualquer razão. Trata-se de um ganho para os congressos que terão assim mais participantes. O que leva mesmo João Paulo Oliveira a dizer que, através dos modelos híbridos “um congresso nacional põe transformar-se num congresso que atinge a lusofonia”, por exemplo. São também uma forma de conseguir determinado orador que, de outra forma, a organização poderia ao ter verba disponível para o fazer.

“Um híbrido tem que ser entendido como uma forma de acrescentar valor sem destruir o modelo de negócio que existe”, afirma, acrescentando que “a introdução do digital pode ser entendida como forma de melhorar os produtos que temos para oferecer”.

Porque o digital veio para ficar, ter espírito aberto relativamente a novos modelos de negócio é o que o director-geral da Leading recomenda, fazendo notar que através deles se pode ter “um retorno acrescido”.