Turismo algarvio inicia ano com vendas em alta e britânicos em queda

Uma subida de 8% no volume de vendas face a Janeiro de 2019 e uma queda de 10% no mercado britânico marcaram o primeiro mês do ano turístico no Algarve, de acordo com os dados da AHETA.

Depois de vários meses a subir, o mercado britânico voltou a descer no Algarve, com o mês de Janeiro a trazer consigo uma quebra de 10,4% neste mercado face ao primeiro mês do ano passado. Os dados foram esta quinta-feira divulgados pela AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que aponta o mercado alemão como o que mais desceu no mês em análise (-13,6% em termos homólogos).

Se no caso do mercado alemão a nova descida não causa estranheza, já que há muitos meses que este mercado vem perdendo peso no Algarve, já os dados referentes ao mercado britânico são mais surpreendentes, não só porque esta é a primeira descida do mercado britânico após um ano de 2019 que foi de recuperação, embora os valores finais tivessem ficado aquém dos registados em 2016, conforme sublinhava a AHETA no seu documento “Balanço e Perspectivas”, publicado na passada terça-feira. Por outro lado, trata-se de uma descida importante, mais de 10% o que, por se tratar do mercado britânico, penaliza a região. O facto de este comportamento adverso se ter registado no mês em que o Brexit se consumou pode não ser alheio a estes indicadores.

Mesmo assim, as quebras registadas em mercados tão importantes como o britânico e o alemão acabaram por ser, de certa forma, compensadas pelo crescimento do mercado português que protagonizou a maior subida: +28,2% em termos homólogos.

De acordo com os dados preliminares comunicados pela AHETA, a taxa de ocupação global média/quarto foi 34,1%, +2,0 pp que no mesmo período do ano passado. Explicando este indicador, a AHETA aponta que “a taxa de ocupação em Janeiro foi influenciada pelo aumento da procura durante o fim de ano”.

O que continua a subir a bom ritmo no Algarve é o volume de negócios que no primeiro mês deste ano apresentou um aumento homólogo de 8,1%.

Sobre os dados de Janeiro, a AHETA chama a atenção para o facto de os resultados apresentados terem apenas como referência os estabelecimentos em funcionamento, recordando que “cerca de 50% dos alojamentos encerram neste período”.