Turismo do Centro define metas de crescimento para a próxima década

Aumentar as dormidas para 13 milhões em 2030 e a taxa de ocupação/cama (para 37%), melhorar a estada média (+1,1% ao ano) e o RevPar (35€ em 2030) são os objectivos definidos no Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 da Turismo Centro de Portugal. Para o conseguir foram definidas linhas estratégicas de acção e construído um novo Plano de Marketing que define novos caminhos e o reforço de outros já no terreno.

Numa sessão presidida pela secretária de Estado do Turismo, o Turismo Centro de Portugal apresentou os objectivos a atingir pela região na próxima década, de acordo com o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 e o novo Plano de Marketing. Trata-se, como frisou Pedro Machado, presidente da TCP, de “um trabalho de reorientação da estratégia do Centro de Portugal” tornado necessário por razões que se prendem com “as novas dinâmicas e as mutações que o mundo e o turismo sofrem”. Acresce, por outro lado, a necessidade de os destinos e as regiões se reajustarem e de os players do sector terem documento orientador, com Pedro machado a destacar que “estes documentos, projectados a 10 anos, são uma referência estratégica que influencia a acção dos empresários”.

Realizados em colaboração com a Deloitte e já aprovados em Assembleia Geral da Turismo Centro de Portugal, os documentos apresentam, no caso do Plano Regional de Desenvolvimento Turístico, metas para 2020, com métricas concretas e para 2023, bem como objectivos de mais longo prazo, concretamente num horizonte a 10 anos (2030) e, no caso do Plano de Marketing, a definição das estratégias que vão permitir chegar aos objectivos traçados pelo primeiro.

Inseridas no Plano Regional de Desenvolvimento Turístico estão 4 metas principais: aumentar o número de dormidas, a estada média, a taxa líquida de ocupação-cama e o RevPar.

No que toca ao primeiro objectivo, a Turismo do Centro pretende chegar aos 9 milhões de dormidas já em 2023 – uma data que foi escolhida por se tratar do ano em que “por imperativo legal” Pedro machado deixará a presidência do organismo. Já no horizonte 2030 o objectivo é alcançar os 13 milhões de dormidas. Tendo por base os resultados de 2018, para estas metas se concretizarem, as dormidas terão que crescer a um ritmo de 5,7% ao ano.

Quanto à estada média pretende-se conseguir um crescimento de 0,5% ao ano, sendo de salientar que entre 2008 e 2018 este indicador teve um comportamento negativo (-0,6%). No entanto, conforme foi sublinhado na apresentação pelo responsável da Deloitte, Pedro Rosa, “a estada média tem hoje uma contabilidade diferente porque os turistas ficam menos tempo num determinado alojamento mas circulam no território”.

Melhorar a taxa líquida de ocupação- cama é outro dos objectivos, pretendendo-se chegar aos 34% já em 2020, aos 35% em 2023 e aos 37% em 2030, para o que terá que haver um crescimento médio de 1,1% ao ano.

Aumentar o RevPar é outro dos objectivos definidos no Plano. Neste indicador, que em 2018 se situou nos 24€, a Turismo do Centro quer atingir já em 2020 os 26€, passando para os 28€ em 2023 e os 35€ em 2030, num aumento médio anual de 3,4%.

Recursos humanos; destino-território; diferenciação; notoriedade-conectividade; e investimento são os 5 “drivers” em que assentam 8 linhas estratégicas de acção, nomeadamente: Valorização e Capacitação dos Recursos Humanos; Sustentabilidade, Alterações Climáticas, Mobilidade, Coesão e Valorização Territorial; Estruturação e Qualificação de Produtos / Posicionamento; Desenvolvimento e Qualificação da Oferta / Agentes Turísticos; Marketing Digital e Marketing Relacional; Internacionalização e Dinamização Comercial junto dos Mercados Externos; Análise Prospectiva, Monitorização e Inovação; e Networks de Stakeholders e Empreendedorismo

À luz do novo panorama turístico da região, também os Pilares Estratégicos foram adaptados, passando a totalizar 5 pilares que sumarizam a oferta turística da Região:  Cultura, História, Património e Gastronomia e Vinhos; Natureza, Wellness, Turismo Activo e Desportivo e Mar; Lifestyle, Inspirational e novas tendências; Turismo Espiritual e Religioso; e Turismo Corporate e Empresarial.

Os documentos apresentados mereceram os elogios da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que encerrou a sessão. “A região Centro de Portugal tem contribuído de forma muito sólida para o crescimento do turismo no país. Olhando para estes documentos, que apontam para o futuro, ficamos seguros de que temos as pessoas certas para o Centro de Portugal continuar a crescer e ser uma região de excreção”, frisou.

“Vamos entrar numa nova era do turismo. Este plano permite-nos parar e pensar sobre o futuro, com uma visão refrescada”, disse ainda Rita Marques que assumiu também o compromisso, por parte da Secretaria de Estado, de desenvolver uma estratégia “que case o contexto regional com o contexto nacional”.