Turismo do Centro pede condições especiais para empresas do interior

O presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, pede isenção no pagamento do IRC, durante dois anos, para empresas no interior que criem postos de trabalho, por forma a “atrair a iniciativa privada para a actividade turística”, o que resultará em investimento e em criação de postos de trabalho em regiões mais desfavorecidas.

“Uma empresa do Centro tem um terço do rendimento de uma empresa sediada em Lisboa”, disse Pedro Machado, durante a sessão do Laboratório Estratégico de Turismo do Centro, que decorreu em Coimbra, acrescentando que “tudo é mais caro e mais difícil” para quem se instala fora dos grandes centros.

“Também é assim que se combate o despovoamento do interior” defendeu o responsável regional, que elogia a descida do IVA na restauração aprovada pelo Governo.

Para além da isenção durante dois anos do pagamento do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas para empresas que criem emprego no interior do país, Pedro Machado defendeu ainda a criação de “vouchers” com preços mais favoráveis para os turistas portugueses que escolham destinos nacionais, que numa segunda fase poderá ser alargada a estrangeiros.

Durante a sessão de abertura do Laboratório, presidida por Luís Araújo, presidente da Turismo de Portugal, o presidente do Turismo do Centro de Portugal chamou a atenção para a necessidade de repensar o papel do Estado como agente na área do Turismo, criando nomeadamente um enquadramento legal que permita esbater a diferença actual entre a actividade turística em Lisboa e Porto e o resto do país.