Turismo do Egipto atingido em plena recuperação

Aos poucos, as praias e os hotéis de Sharm el-Sheikh vão ficando vazios. Moscovo anunciou ter repatriado 25 mil cidadãos dos quase 80 mil que estavam na estância balnear no Mar Vermelho. Londres já repatriou cinco mil dos 20 mil cidadãos. Paris desaconselha viagens à região.

Mas, há também turistas que recusaram pôr fim às férias e outros que decidiram manter a reserva, apesar do que aconteceu ao avião russo.

De acordo com a euronews, o governo egípcio considera que as operações de repatriamento são precipitadas. Para já reforçou a segurança perto das praias e do aeroporto, já que outros países continuam a operar voos para a região.

O sector turístico vê eliminados anos de esforços para recuperar os turistas perdidos com os atentados de 2005 em Sharm el-Sheikh que se saldou em 70 mortos, e com a instabilidade política que se seguiu à Primavera Árabe e à queda do regime de Hosni Mubarak, em 2011.

No ano passado, o Egipto recebeu dez milhões de turistas. Em 2010, eram 15 milhões.

O turismo representa 12% do PIB do país e 15% das receitas em moeda estrangeira.

O enviado da euronews a Sharm el-Sheikh reporta que “e um duro golpe para o sector do turismo, que já lutava para superar a crise. O turismo é a principal actividade da economia egípcia. Mas ao mesmo tempo, muitos turistas consideram algo exagerada a decisão de evacuação”.