Turismo turco ressente-se da instabilidade no país

Apesar de companhias aéreas como a Lufthansa e a British Airways terem retomado os voos para a Turquia, a imprensa internacional continua a dar conta do impacto negativo que a tentativa de golpe militar da noite de sexta-feira última tem tido no turismo, devido ao cancelamento de reservas.

Segundo a Euronews, o impacto da tentativa de golpe fez-se sentir de imediato no turismo, por via dos incontáveis pedidos de cancelamento de viagens de férias, não apenas para cidades como Istambul mas para as várias estâncias de férias do país. A imprensa britânica noticia aliás que “o impacto negativo foi imediato nas agências de viagens”. Tanto assim que, de acordo com a Euronews. terão sido em grande número as agências de viagens que abdicaram dos custos de cancelamento das viagens, muitas delas já pagas pelos consumidores, apesar de as autoridades oficiais da maior parte dos mercados geradores de fluxos turísticos para o país não desaconselhar as viagens para a Turquia, ficando-se por alguns avisos pontuais (afastar-se de locais de manifestações, por exemplo).

Recorde-se que as previsões para este ano apontavam de início para uma quebra acima dos 5% para a chegada de turistas à Turquia, sendo prevista a entrada de 32,9 milhões de turistas face aos mais de 36 milhões registados em 2015. A Euronews frisa a este propósito que as autoridades turcas estimavam agora um reanimar do sector devido ao retomar das relações com a Rússia, expectativas que agora poderão ficar prejudicadas com claros efeitos negativos na economia de um país onde o turismo é sector fundamental.

Em Portugal o Portal das Comunidades Portuguesas, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mantém um alerta sobre a Turquia, mantendo também o desaconselhamento de viagens, como medida pontual. “Na sequência da tentativa de golpe de Estado na Turquia que teve início a 15 de Julho, recomenda-se evitar toda e qualquer viagem para a Turquia, que não seja extremamente necessária, até à total normalização da situação política e de segurança”.