Turismo urbano vive bom momento à escala global

O auge do turismo urbano é um fenómeno imparável por todo o mundo, segundo mostram numerosos indicadores, entre os quais a Global Destination Cities Index da Mastercard.

Não são apenas as grandes, mas as cidades mais pequenas também estão a aproveitar esta tendencia. O alerta é que o éxito mal gerido pode converter-se num pau de dois bicos.

O estudo da Global Destination Cities Index da Mastercard, reúne dados desde 2009 e mostra a evolução de 132 destinos urbanos em todo o mundo que contam com aeroporto.

Nos últimos cinco anos este índice tem mostrado um grande dinamismo, impulsionado pela melhoria de infra-estruturas, o aumento do poder aquisitivo especialmente entre as classes médias em expansão nos mercados emergentes e a aparente sede insaciável de viajar de cada vez um maior número de pessoas, explica a Mastercard.

De entre as vinte ciudades do mundo que recebem mais turistas, as quatro urbes que registaram crescimentos mais intensos durante o período 2009-2015, com aumentos entre os 10% e os 15%, estão situadas na Ásia: Taipé. Tóquio, Bangkok e Seul, graças ao turismo emissor da China. A quinta é Estambul.

Entretanto, Londres, Nova Iorque e Paris encabeçam o ranking mundial das cidades onde os turistas estrangeiros mais gastam, segundo o documento da Mastercard, que inclui tanto os gastos no destino como o preço de avião para  lá chegar.

Enquanto as cidades asiáticas lideram o crescimento do turismo urbano a nível global, os destinos urbanos da Europa têm-se beneficiado com esta tendência, estando, actualmente, 44 cidades europeias a competir na primeira liga, segundo aponta o professor Karl Wober, da Universidade de Viena, um dos especialistas europeus de renome em medição de indicadores turísticos. Explicou que estas 44 cidades têm o denominador comum de registrar mais de 1,5 milhões de dormidas hoteleiras por ano.

Depois das 44 cidades que competem na primeira liga do turismo, existe um grupo de 71 destinos identificadas como a segunda divisão europeia. Nesta categoria encontram-se cidades que registaram entre meio milhão e um milhão de dormidas na hotelaria e que são destinos cultural e economicamente bem conhecidos na Europa.

O turismo urbano está a ganhar notoriedade nos últimos anos devido a uma combinação de factores, desde logo, uma maior mobilidade em que os voos low cost têm sido preponderantes, boom de informação, as cidades são ideais para short-breaks, melhorias nos equipamentos culturais e limpeza, nomeadamente.