Vão ser precisos 200.000M de dólares para salvar companhias aéreas

Entre 150 a 200 mil milhões de dólares é quanto a IATA – Associação Internacional do Transporte Aéreo, estima ser necessário para salvar as companhias aéreas afectadas pela crise que a pandemia do novo coronavírus lhes trouxe.

A projecção da IATA foi conhecida depois de uma consultora australiana ter apontado que grande parte das empresas aéreas pode abrir falência até Maio, aliás segundo a Associação, 75% das companhias apenas tem em caixa o suficiente para fazer face a entre 1 e 3 meses de despesas.

“Nestes tempos extraordinários, pedimos aos governos para tomarem algumas medidas extraordinárias”, disse Alexandre de Juniac, presidente da IATA, na passada terça-feira, em conferência de imprensa, onde recordou também que o sector da aviação civil está a ser um dos mais afectados pela pandemia já que até agora são já mais de 80 os países que impuseram restrições a viagens, sendo que vários já fecharam mesmo as suas fronteiras.

Para fazer face a uma situação que nem a descida abrupta do preço do crude ajudará, a IATA listou uma série de medidas que, na sua opinião, são incontornáveis para evitar que as companhias entrem em colapso. Uma delas é a extensão, até ao final do ano, da suspensão das regras para manutenção de ‘slots’ nos aeroportos, uma medida que a União Europeia já consignou mas por enquanto apenas até Junho.

As restantes medidas listadas pela IATA são de carácter financeiro e abrangem ajudas como o suporte financeiro directo, linhas de crédito específicas e isenção de impostos no corrente ano.