VI Fórum “Vê Portugal”: actividade turística não está num ponto de saturação mas de viragem, afirma Francisco Calheiros

A afirmação foi proferida no encerramento da 6ª edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal” que terminou esta quarta-feira em Castelo Branco. Francisco Calheiros sublinhou que o objectivo continua a residir no crescimento, mas “com sustentabilidade, qualidade e inovação”.

Classificando como “muito bons” os resultados do turismo nos últimos 5 anos nos mais diversos indicadores do sector, destacou a contribuição da actividade turística para o PIB (8,2% em 2018) e o índice de competitividade – “Portugal ocupa hoje o 34º lugar no ranking mundial (…) mas no que se refere ao Turismo, o nosso país é o 14.º mais competitivo”, recordou, considerando que em matéria de turismo “estamos na Champions League”.

Afirmando que “não estamos num ponto de saturação da actividade turística. Estamos num ponto de viragem, o que é bem diferente”, o presidente da CTP garantiu que “queremos continuar a crescer” mas alertou que “o desafio para os próximos anos não é procurar fórmulas mágicas para crescer sem rumo” mas sim “crescer com sustentabilidade, qualidade e inovação – com visão de futuro”. A propósito sublinhou que “uma correcta e saudável gestão da actividade turística implica criar boas propostas de valor – diferenciadoras, criativas, inovadoras e sustentáveis – que respondam eficazmente às exigências tanto dos nossos mercados internacionais como do mercado nacional”.

Num fórum de turismo interno, também a este mercado se referiu Francisco Calheiros, sublinhando a sua importância e o contributo decisivo que dá aos indicadores turísticos, já que em 2018 o número de hóspedes nacionais se situou nos 8,3 milhões, +4% que no ano anterior, e 3,3 milhões de dormidas no primeiro trimestre deste ano, o que reflectiu um crescimento de 2,3%.

Referindo alguns dos temas abordados no “Vê Portugal”, como o cinema, a inovação digital e a orla costeira, o presidente da CTP manifestou a convicção de que “há condições para enriquecer a nossa oferta e captar mais e novos turistas, explorando os activos que já nos distinguem – como o património, o clima, a gastronomia, o golfe, a hospitalidade – e identificando outros como os referidos atrás”. Neste âmbito registou também a necessidade de esse crescimento dever estender-se a todo o território nacional e ao longo de todo o ano.

O tema aeroporto foi outro dos tocados pelo responsável que uma vez mais sublinhou que “o aeroporto de Lisboa não serve apenas a capital”, sendo “um hub crucial para o norte e para o sul, para o litoral e para o interior, para os centros urbanos e para as regiões rurais, para o turismo, para a indústria, para o comércio, em suma para todos os sectores e para todos os portugueses”.