VI  Fórum “Vê Portugal”: “Antes termos turismo a mais do que turismo a menos”, diz Marques Mendes

Ao VI Fórum de Turismo Interno, Marques Mendes foi falar de turismo e afirmar que embora o desenvolvimento de um país não se faça apenas pelo turismo, este é um sector fundamental para esse mesmo desenvolvimento e que Portugal tem activos fundamentais para crescer no turismo, há também desafios a ultrapassar e uma atitude que deve mudar.

Afirmando que “antes termos turismo a mais do que turismo a menos”, Marques Mendes deixou claro que Portugal tem activos fundamentais para crescer no turismo, sendo um deles, desde logo, a segurança, activo a que os turistas dão cada vez mais relevo, mas o país deve reforçar ainda mais a sua imagem no estrangeiro. Entre os activos essenciais da atracção de turistas figuram ainda o clima, a gastronomia, a história e, claro, a qualificação de recursos humanos, com Marques Mendes a sublinhar que para Portugal se manter n este lugar cimeiro no panorama turístico não basta saber receber mas sim saber receber bem, não basta saber fazer mas sim saber fazer bem e ter qualidade em todos os níveis da oferta porque “o cidadão do sec. XXI é cada vez mais exigente”.

Para o Conselheiro de Estado, condição fundamental para o sucesso do turismo em  Portugal foi a aposta na iniciativa privada, porque são as empresas e os investidores que dominam esta área. “O que pedimos é que o Estado não estorve e que compreenda que quem gera emprego e riqueza são os privados”, afirmou a propósito. Outra condição essencial, disse, foi a “a aposta na imprensa internacional e no marketing digital”

“Porque em equipa que ganha não se mexe”, disse, a estratégia que tem sido desenvolvida nos últimos anos “pode ser ampliada mas não modificada”, ou seja, a estratégia tem que ter continuidade.

Para o futuro, disse, “Portugal tem uma vantagem, um desafio e uma necessidade”, sendo que esta última tem a ver com uma necessária mudança de atitude. Dito de outra forma, “Portugal tem a vantagem de não ter separatismos nem extremismos, nacionalismos ou clivagens sérias, o que deve ser valorizado. Não temos problemas de identidade” e somos europeístas apesar de reconhecermos defeitos nesta Europa. Temos também grande reconhecimento internacional, com vários portugueses em altos cargos internacionais, citou.

O desafio é o do crescimento económico:  “crescemos acima da zona Euro porque os grandes países estão a crescer pouquíssimo mas os países do nosso campeonato estão a crescer muito mais”, pelo que temos que “temos que crescer mais e não apenas no turismo” como temos que ser mais competitivos em matéria fiscal e resolver o problema da coesão social e eliminar as desigualdades regionais. Mesmo assim considerou ser de um “optimismo realista relativamente ao futuro”.