Vila Galé abandona projecto na Costa do Cacau

A informação foi avançada pela Vila Galé que, em comunicado enviado à imprensa, afirma não ser do interesse do Grupo que “um Hotel Resort Vila Galé nasça com a iminência de um clima de “guerra”, ainda que injusta e sem fundamento”.

Em causa estão notícias recentemente veiculadas pela imprensa segundo as quais o projecto do Vila Galé Costa do Cacau, na região de UNA, no Estado da Bahia ocupar terrenos de reserva indígena, o que prontamente seria desmentido pelo grupo hoteleiro que logo na altura esclareceu que o projecto tinha todas as aprovações necessárias para avançar.

No comunicado agora enviado, o Grupo recorda que “em Abril de 2017, a Vila Galé foi convidada pelo Governo da Bahia e Prefeitura de UNA para realizar um investimento num mega Resort para ajudar ao desenvolvimento da região de UNA, tendo sido estabelecida uma parceria com a empresa proprietária dos terrenos”, com o contrato com o Estado e a Prefeitura a ser assinado em meados de 2018. Sublinha também que foram realizados “todos os estudos e projectos (arquitectura, ambientais, etc, etc.), os quais vieram a ser aprovados pelas entidades competentes” sem que tenha surgido “qualquer reclamação ou reivindicação, apesar de ser pública e notória em toda a Região a notícia do projecto”.

“No local e num raio de muitos kms, não havia nem há qualquer tipo de ocupação/utilização, nem sinais de qualquer actividade extractivista por parte de quem quer que seja” e também “não existe qualquer reserva indígena decretada para esta área, nem previsão de a vir a ser”, lê-se no comunicado onde o Grupo frisa que “passaram 3 mandatos Governamentais anteriores, com vários Ministros da Justiça e nenhum deles aprovou a demarcação das terras indígenas (…) Em resumo, não há sinais de ocupação indígena de qualquer espécie nesta área”.

“Fomos acusados de falsidades inconsistentes e graves” e por isso “vamos ser forçados a abandonar este projecto”, anuncia o Grupo assegurando que “não é de nosso interesse que um Hotel Resort Vila Galé nasça com a iminência de um clima de “guerra”, ainda que injusta e sem fundamento, como são exemplo as ameaças proferidas na Embaixada de Portugal em Brasília e algumas declarações falsas, dramáticas e catastróficas que deveriam envergonhar quem as profere”.

Mesmo desistindo deste projecto, a Vila Galé avança que vai “manter a intenção de investimento em UNA e na Bahia, no mais curto prazo”, dado o “apoio e incentivo” recebido por parte das entidades oficiais.