Vueling soma cancelamentos e atrasos em início de Verão

Segundo a imprensa espanhola, nos últimos dias têm vindo a multiplicar-se os protestos dos passageiros contra a Vueling, motivados por atrasos e cancelamentos de voos. Por outro lado, a agência estatal espanhola que regula a segurança aérea, abriu um inquérito à companhia sobre alegado incumprimento dos direitos dos passageiros.

A Vueling tem sido considerada um exemplo um exemplo de bom serviço, mas neste início de Verão está a manchar o seu currículo, com o aeroporto de Barcelona, onde a Vueling é a companhia número 1 em operação, a responsabilizá-la pelo caos ali vivido na última quinta-feira, 28 de Junho e também no passado fim-de-semana, devido aos cancelamentos e atrasos.

De acordo com a imprensa espanhola, na passada quinta-feira, a Vueling cancelou um total de 56 voos, afectando cerca de 8.000 passageiros, e no domingo, segundo o jornal “El Mundo”, houve mais 14 cancelamentos. A Hosteltur.com avança mesmo que “seis em cada 10 voos [da Vueling] partem com atraso do aeroporto de Barcelona – El Prat”.

Aos cancelamentos acrescem ainda os atrasos, que também se sucederam, e a perda de bagagem. Tudo somado, este é um início de Verão negro para a Vueling, tanto mais que, pelo facto de se estar em época alta, a companhia tem tido dificuldades de colocar os passageiros afectados pelos cancelamentos em voos operados por outras transportadoras aéreas.

A contestação ocorrida no aeroporto de Barcelona levou à intervenção do Ministério do Fomento de Espanha que, de acordo com o “El Mundo”, abriu um inquérito aos procedimentos da Vueling, por alegado incumprimento dos direitos dos passageiros.

A Hosteltur.com avança que a direcção da Vueling terá sido chamada esta segunda-feira ao Ministério do Fomento para dar explicações sobre a situação que está a viver-se e que, segundo a organização espanhola de defesa dos consumidores “prejudicou e está a prejudicar milhares de utentes”. Na reunião, o Ministério do Fomento deverá também exigir dos responsáveis da companha, “soluções imediatas”, não descartando a possibilidade de impor sanções.