WTAAA pede apoios financeiros para indústria das viagens como um todo

A Aliança Mundial das Associações de Agentes de Viagens solicita que governos a nível global forneçam os recursos financeiros necessários para apoiar agências de viagens, companhias aéreas, consumidores, apoios para a cadeia de distribuição da indústria das viagens como um todo.

Em comunicado, a WTAAA, que representa 67 países e mercados a nível mundial, afirma estar “extremamente preocupada com o impacto catastrófico sem precedentes do Covid-19 na indústria das viagens, que compromete a viabilidade de todos os sectores, incluindo companhias aéreas, agências de viagens, operadores turísticos, companhias de cruzeiros, empresas de transporte de passageiros no geral e destinos turísticos.

Assim, a Aliança solicita aos governos a nível mundial que incluam o “desesperadamente necessário” alívio à comunidade de agências de viagens que actuam como agentes de bilhetes em nome das companhias aéreas, nos apoios financeiros e outras medidas de ajuda que visam o apoio ao canal das companhias aéreas. “As agências de viagens são um componente crítico deste canal, sem o qual as reservas aéreas não ocorrem nem vão ocorrer”, lê-se no comunicado.

Numa estrutura em que os vouchers de viagens estão a ser alternativa a reembolsos, em alguns mercados apoiados pelos governos, é necessário haver flexibilidade e capacidade dos agentes de viagens, através do GDS, administrarem estes vouchers em nome dos seus clientes. Por sua vez, o dinheiro no sistema precisa de ser protegido como parte de pacote de ajuda. A WTAAA oferece o seu apoio na procura por soluções que diminuam mutuamente os efeitos desta crise, nas companhias aéreas e nas agências de viagens.

Na opinião da Aliança, “alinhar soluções que estabeleçam também bases para uma rápida recuperação da indústria é primordial à medida que avançamos para um mundo pós-pandemia”. Enquanto apoia o esforço da IATA nas solicitações aos governos por recursos financeiros para apoiar o consumidor, o dinheiro de passagens vendidas através de agências de viagens para voos ainda não voados foi acumulado pelas companhias aéreas através do sistema de pagamento IATA-BSP.

Assim, “com este dinheiro nas mãos, a IATA tem o dever de incluir as reivindicações de clientes como componente das responsabilidades dos seus associados relativamente às resoluções existentes para garantir que estas sejam respeitadas pelas companhias aéreas, em termos de cumprir obrigações contratuais tanto com passageiros, como com agências de viagens”, explica a Aliança, que acrescenta que “sem esta acção agora, o colapso do canal de distribuição é inevitável”.