WTTC alerta para a potencial perda de 6 milhões de postos de trabalho na UE

O World Travel & Tourism Council estima a perda de 6 milhões de postos de trabalho no sector na União Europeia e outro milhão no Reino Unido, pelo impacto do Covid-19. Pede, então, flexibilidade nos reembolsos ao consumidor, para aliviar a pressão no sector.

O WTTC pede uma flexibilidade excepcional em relação às directivas das viagens organizadas, acreditando que não se adequam às actuais circunstâncias e devem ser suspensas até Agosto. Pretende que a protecção do consumidor não seja afectada, mas que agentes de viagens e operadores turísticos tenham mais tempo para reembolsar os clientes que estão a cancelar as suas reservas.

A entidade é da opinião que o limite imposto de 14 dias para os reembolsos está a colocar “imensa pressão” nos negócios do sector das viagens e turismo, o que levará a grandes falências. Falências que levarão a renovadas reclamações por parte dos consumidores e, numa instância final, a esquemas vinculados por governos.

A presidente e CEO do WTTC, Gloria Guevara, afirma que “esta medida deve ser implementada de imediato o que ajudará a aligeirar a já esmagadora pressão financeira nas organizações de viagens e turismo e a salvar milhões de meios de subsistências que delas dependem”. Para o WTTC, esta medida poderá reduzir a situação prejudicial que a maioria dos operadores turísticos e agentes de viagens estão a enfrentar.

O Conselho tinha já apresentado um estudo que avançava que, a nível mundial, 50% dos empregos no sector das viagens e turismo, até 75 milhões de postos de trabalho, se encontram em risco devido ao impacto da pandemia. Ler mais [aqui]. Na União Europeia o número de empregos em risco ascende aos 6,4 milhões, e o no Reino Unido ao 1 milhão.